A gravidez gemelar desperta curiosidade e, muitas vezes, é cercada por informações contraditórias. Desde a descoberta até o parto, as dúvidas são inúmeras afinal, gestar dois bebês ao mesmo tempo traz particularidades tanto para a mãe quanto para os fetos.
- MITOS SOBRE A GRAVIDEZ GEMELAR
- Toda gravidez gemelar é de risco. Nem sempre. Embora demande acompanhamento mais frequente, uma gestação gemelar pode transcorrer de forma saudável quando bem monitorada. O risco aumenta em casos de gêmeos que compartilham a mesma placenta ou bolsa amniótica, pois há mais chances de complicações como a síndrome da transfusão feto-fetal.
- Gêmeos sempre têm o mesmo DNA. Falso. Apenas os gêmeos idênticos (monozigóticos) compartilham o mesmo material genético. Já os gêmeos fraternos (dizigóticos) têm genes diferentes, podendo até ser de sexos distintos.
- Gestação gemelar só ocorre por herança genética. Parcialmente errado. A hereditariedade aumenta as chances de ovulação múltipla (gêmeos fraternos), mas o uso de tratamentos de fertilidade e idade materna avançada também são fatores importantes que elevam a probabilidade de uma gestação dupla.
- Gêmeos sempre nascem prematuros. Embora a taxa de parto prematuro seja maior, não é uma regra. Muitas gestantes chegam às 37 semanas com acompanhamento adequado, repouso e controle de intercorrências.
- Gestantes de gêmeos precisam comer por três. Esse é um dos maiores mitos. O aumento calórico deve ser controlado — o ideal é seguir as recomendações do obstetra e da nutricionista. O excesso de peso pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para os bebês.
5 VERDADES SOBRE A GRAVIDEZ GEMELAR
- O acompanhamento é mais rigoroso. Os ultrassons são mais frequentes para avaliar o crescimento fetal, o líquido amniótico e o fluxo placentário. Isso reduz riscos e garante que ambos os bebês recebam nutrição adequada.
- O ganho de peso tende a ser maior. Devido ao aumento do volume uterino, da placenta e do líquido amniótico, o ganho de peso médio é superior ao de uma gestação única. Contudo, deve ser acompanhado de perto.
- Há maior chance de cesariana. A via de parto dependerá da posição dos bebês, da saúde materna e da equipe médica. Em muitos casos, a cesárea é recomendada para reduzir riscos, mas partos normais gemelares também são possíveis.
- A anemia é mais comum. A demanda por ferro e outros nutrientes é maior, o que pode levar à anemia gestacional se não houver suplementação adequada.
- O vínculo entre gêmeos começa ainda no útero. Estudos com ultrassonografia 4D mostram que os fetos interagem entre si, tocam-se e até respondem a estímulos de forma coordenada já nas primeiras semanas de desenvolvimento.
Em resumo: a gravidez gemelar exige atenção especial, mas pode ser vivida com tranquilidade e segurança quando acompanhada por um obstetra de confiança e uma equipe multidisciplinar.
Dra. Karine Miranda – Ginecologista, Obstetra e Especialista em Nutrologia.
Vasta experiência em gestação de alto risco e acompanhamento pré-natal humanizado, oferece acompanhamento completo para gestações gemelares, com foco em segurança materno-fetal e bem-estar emocional da gestante.




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