A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel fundamental para diversas funções do organismo, especialmente no metabolismo ósseo, no sistema imunológico e na saúde muscular. Apesar de ser conhecida como a “vitamina do sol”, sua deficiência é extremamente comum, inclusive em países tropicais como o Brasil.
Quando os níveis estão baixos, o corpo sofre uma série de impactos que podem comprometer a saúde física, emocional e até a qualidade de vida no dia a dia.
O papel da vitamina D no organismo
Ela atua como um regulador essencial do cálcio e do fósforo, minerais indispensáveis para a manutenção da saúde óssea. Além disso, ela possui ação direta em mais de 200 genes, influenciando a função imunológica, a produção de hormônios e até o equilíbrio do sistema cardiovascular.
Existem duas formas principais:
- Vitamina D2 (ergocalciferol) – proveniente de fontes vegetais e suplementos.
- Vitamina D3 (colecalciferol) – produzida na pele pela exposição ao sol e presente em alimentos de origem animal.
Principais causas da deficiência de vitamina D
A baixa de vitamina D pode ocorrer por múltiplos fatores, incluindo:
- Exposição solar insuficiente – uso excessivo de protetor solar, vida em ambientes fechados ou baixa incidência solar.
- Idade avançada – com o envelhecimento, a pele produz menos vitamina D.
- Doenças crônicas – como insuficiência renal ou doenças hepáticas, que prejudicam a metabolização.
- Alterações hormonais – muito comuns em mulheres, especialmente na gestação e menopausa.
- Absorção intestinal prejudicada – em condições como doença celíaca ou síndrome do intestino irritável.
Sintomas e impactos no cotidiano
A deficiência de vitamina D pode ser silenciosa no início, mas com o tempo gera sinais e sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida:
- Cansaço constante e fadiga – redução da função mitocondrial e queda na produção de energia celular.
- Dores musculares e fraqueza – impacto na contração muscular e risco aumentado de quedas.
- Osteopenia e osteoporose – redução da densidade óssea e maior risco de fraturas.
- Imunidade baixa – maior predisposição a infecções virais e bacterianas.
- Alterações de humor – estudos associam a baixa de vitamina D à depressão e ansiedade.
- Dificuldade de concentração e memória – possível relação com processos neuroinflamatórios.
Vitamina D e saúde feminina
Nas mulheres, a deficiência de vitamina D está associada a problemas ginecológicos e obstétricos importantes, como:
- Síndrome dos ovários policísticos (SOP) – piora da resistência à insulina.
- Infertilidade – impacto na ovulação e implantação embrionária.
- Risco de pré-eclâmpsia durante a gestação.
- Agravamento de sintomas da menopausa – incluindo dores musculares e fadiga intensa.
Reposição de vitamina D: como é feita
O tratamento depende da gravidade da deficiência e pode incluir:
- Suplementação oral – em cápsulas ou gotas, com doses individualizadas.
- Aplicações injetáveis – indicadas em casos de deficiência grave ou má absorção intestinal, garantindo níveis rápidos e eficazes no sangue.
- Monitoramento laboratorial – acompanhamento periódico para ajuste da dose, evitando intoxicação por excesso.
Importante: a reposição de vitamina D deve ser sempre prescrita e acompanhada por médico, pois o excesso pode causar hipercalcemia e danos renais.
Conclusão
A deficiência de vitamina D é mais comum do que se imagina e pode comprometer desde a disposição física até a saúde óssea e hormonal. Com o diagnóstico precoce e a reposição adequada, é possível recuperar a qualidade de vida e prevenir complicações a longo prazo.
A Dra. Karine Miranda, médica ginecologista, nutróloga e obstetra, possui mais de 20 anos de experiência na saúde da mulher e atua de forma integrada, avaliando não apenas os sintomas, mas todo o contexto clínico e laboratorial para indicar o melhor tratamento. Agende a sua consulta e cuide da sua saúde com acompanhamento médico especializado.




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