Por que a menopausa muda tanto o corpo? Entenda o que acontece com o corpo.

Por que a menopausa muda tanto o corpo? Entenda o que acontece com o corpo.

Quando a mulher começa a perceber mudanças no corpo durante o climatério, é comum pensar que tudo se resume à menstruação irregular. Mas a transição menopausal envolve muito mais. A redução da atividade ovariana e as mudanças nos níveis hormonais podem repercutir em diferentes sistemas do organismo. É por isso que algumas mulheres percebem alterações no sono, temperatura corporal, composição corporal, sexualidade, pele, mucosas e saúde óssea.

 

O que acontece com o estrogênio?

O estrogênio participa de diversas funções do organismo feminino. Durante a transição para a menopausa, seus níveis passam a oscilar e, posteriormente, permanecem mais baixos. Essa mudança está relacionada a sintomas vasomotores, como ondas de calor e suor noturno, além de alterações geniturinárias e impacto sobre a massa óssea. Mas a experiência varia muito de mulher para mulher.

 

Por que o sono pode mudar?

Insônia e despertares noturnos são queixas frequentes durante a transição menopausal. Os próprios fogachos e suores noturnos podem interromper o sono. Além disso, fatores emocionais, rotina, estresse e outros problemas de saúde podem contribuir. Por isso, não é correto atribuir qualquer alteração do sono exclusivamente aos hormônios.

 

E o peso?

Aqui existe uma questão importante. A menopausa não significa simplesmente: “meu metabolismo parou”.

O envelhecimento, a redução da atividade física, mudanças na massa muscular, sono, alimentação e alterações na distribuição da gordura corporal participam desse processo. A transição menopausal também está associada a mudanças na composição corporal.

É comum observar maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal, enquanto a massa muscular pode diminuir com o avanço da idade se não houver estímulo adequado.

Isso ajuda a explicar por que algumas mulheres percebem que estratégias que funcionavam aos 30 anos já não apresentam o mesmo resultado aos 50.

 

E os ossos?

Esse é um dos pontos que merecem bastante atenção. O estrogênio exerce papel importante na manutenção da saúde óssea. Com a queda dos níveis de estrogênio, ocorre aumento da velocidade de perda óssea, especialmente nos primeiros anos após a menopausa. Por isso, a saúde óssea deve fazer parte do cuidado da mulher nessa fase. Alimentação adequada, ingestão de cálcio quando necessária, vitamina D conforme avaliação, exercícios, especialmente os que envolvem resistência, e acompanhamento médico fazem parte da estratégia de prevenção.

 

E a sexualidade?

A mudança hormonal também pode afetar a região genital e urinária. Algumas mulheres apresentam:

  • ressecamento vaginal; 
  • ardência; 
  • dor durante a relação; 
  • redução da lubrificação; 
  • sintomas urinários; 
  • redução do desejo sexual. 

Mas libido não depende exclusivamente de hormônios. Relacionamento, saúde mental, sono, estresse, medicamentos, autoestima e contexto de vida também podem interferir.

 

A menopausa é uma doença?

Não. A menopausa é uma etapa fisiológica da vida. O problema é acreditar que, por ser uma fase natural, todos os sintomas precisam simplesmente ser suportados. Quando os sintomas interferem na qualidade de vida, existem estratégias de tratamento e acompanhamento. E elas não são iguais para todas as mulheres.

 

Nem toda mulher precisa de reposição hormonal

Esse é outro ponto essencial. A terapia hormonal pode ser uma excelente opção para algumas mulheres, especialmente para sintomas vasomotores e outras indicações específicas. Mas existem contraindicações e situações em que outras estratégias são mais apropriadas. A terapia hormonal também não deve ser iniciada simplesmente porque “os hormônios estão baixos”.

 

A pergunta correta é:

Essa mulher tem indicação? Quais são seus benefícios esperados e quais são seus riscos?

Essa avaliação individual é o que torna o tratamento mais seguro.

 

Dra. Karine

Cuidar da menopausa não significa tentar impedir uma fase natural da vida. Significa entender o que está acontecendo no organismo, identificar sintomas que estão comprometendo a qualidade de vida e trabalhar prevenção e tratamento de forma individualizada.

A Dra. Karine acompanha mulheres durante o climatério e a menopausa com foco em saúde hormonal, metabolismo, composição corporal e qualidade de vida.



[likebtn theme="custom" icon_l_url="http://pdled.trgbr.com/wp-content/uploads/2018/08/like.jpg" lang="pt" like_enabled="0" dislike_enabled="0" show_like_label="0" icon_like_show="0" icon_dislike_show="0" counter_type="subtract_dislikes" tooltip_enabled="0" white_label="1"]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *